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O sequestro e a morte de Eloá é uma tragédia anunciada?

October 22nd, 2008
Universus

Lila:

Indignação.

Irresponsabilidade.

Insanidade.

Brasil.

Este é um blog destinado à variedades e descontração, mas diante da tragédia que assistimos na semana passada, fica complicado dar risada.

Todos se perguntam: “De quem é a culpa?” – mas parece que até agora ninguém conseguiu uma resposta sólida.

A polícia foi culpada? É provável que os erros que a polícia cometeu tenham ajudado a construir uma tragédia, mas e o antes?

A família dela foi culpada? Proibir ou aprovar o namoro de uma menina de 12 anos com um rapaz de 19 (essas eram as idades dos dois no início do relacionamento) não é uma tarefa simples, afinal adolescentes geralmente têm certo ‘prazer’ em não considerar a opinião dos pais.

A família dele foi culpada? Declarações dos familiares mostram que todos sabiam da inconformação de Linderberg com o fim do relacionamento.

Eloá foi culpada? É quase loucura esperar que uma adolescente de apenas 15 anos tenha experiência para agir de maneira estratégica.

(Nem vou discutir aqui a atitude da polícia ao permitir a volta de Nayara ao cativeiro… Ainda não consegui entender tamanha irresponsabilidade!!)

Quem?

Como?

CRIME POR AMOR? Difícil entender um cérebro doente…

Já é hora de homens e mulheres se conscientizarem que vivemos num mundo “livre”.

Amor não se compra, não se pede.

Sentimentos não podem ser manipulados.

Ninguém é de ninguém!!!

O amor é uma forma das pessoas se completarem, de buscarem no outro alguma paz.

Amor não pode ser doença ou posse.

Meus pêsames ao Brasil. Em menos de um mês “Eloá” vai ser só mais um esquecimento…

P.S.: Vale o espaço para um protesto. Há poucos meses fui ao cinema conferir “Era uma vez…”. É um típico “Romeu e Julieta” do século XXI. Ela, uma estudante acostumada com o luxo. Ele, um trabalhador morador da favela. A história conta o amor impossível, as diferenças, os medos, as imposições das famílias, e pra terminar… o fim trágico. Não sei a classificação do filme, mas me questiono até onde um longa protagonizado por adolescentes e que certamente (por motivos óbvios) terá um grande público da mesma faixa etária explorada (ainda que seja na tela de casa), pode influenciar uma personalidade que ainda está em construção. Quem assistiu ao filme vai entender o que quis dizer…

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Kako:

É tudo muito doido né? Essa explosão de hormônios da adolescência é um furacão prestes à explodir à cada minuto.Não sei se na minha época de adolescente as garotas de 15 anos eram mais pacatas ou eu que era tonto e não percebia.

É tudo levado às últimas consequências, você vê adolescentes fazendo tatuagem com o nome do(a) namorado(a), é tudo muito largado, parecem que os pais têm preguiça de educar os filhos e deixam fazer tudo.

Sei lá, esse caso do sequestro de Santo André foi uma sucessão de erros, patacoadas, desencontros. Nunca tínhamos visto um sequestro tão longo, o cara aparecia na janela, a sequestrada ria, a outra saiu, voltou, fizeram entrevista ao vivo com o Lindemberg.

Depois ouvimos o Coronel dizer que não vai atirar num “rapaz de 22 anos perturbado sem antecedentes” sendo que o maluco já havia atirado pela janela e também contra um policial. Caceta, pensa comigo(fazendo voz de Marcelo Rezende). Se ele fez essa proeza toda antes do Coronel fazer esse pronunciamento e dentro de um sequestro em andamento, o cara já é um criminoso! Não entendi, juro.

A Lila mencionou exemplos que batem na cabeça dos adolescentes como o filme “Era uma vez…”

Pois bem, olha o exemplo que eles têm agora na vida real:

Agora todo ex-namorado inconformado se achará no direito de fazer um show pirofágico em rede nacional que não lhe acontecerá nada, no máximo, vai preso por alguns anos. Importamos tantas asneiras e babaquices de fora, que tal importar agora atiradores de elite?

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